quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Nem te conto
domingo, 22 de julho de 2012
Vampira
domingo, 6 de maio de 2012
Ouça a minha voz
terça-feira, 24 de abril de 2012
Rumo à Capital
domingo, 20 de novembro de 2011
Oráculos
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Silêncio involuntário
Silêncio involuntário,
De significado impreciso.
Queria ter dito antes tudo quanto imagino,
Mas nos pensamentos por vezes me aprisiono,
Calado, contrito.
As ideias a perturbar meu sono,
Tua imagem sem rosto me fazendo vigília.
Não me dizes nada,
apenas aguardas que eu adormeça,
enquanto espantas meus demônios.
Por fim, desperto com meu próprio grito
Desse sono de morte que me calara.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Aparição
Tua presença, tão perturbadora quanto um fantasma,
Me persegue em sonhos, no meu quarto, pela sala.
Um espectro pálido, uma lembrança desbotada,
Que não se desmancha na memória.
Um holograma ao meu lado na calçada.
Acordado ou sonhando, está sempre lá a imagem,
A repetir-se em minha história.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Perdoem-me as Vânias
Finais de noite mal sucedidos sempre acabam
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Encontro
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Caminho
já sabem sozinhos os caminhos de casa.
Então, não se preocupe se eu demorar para aparecer.
Se eu ainda não cheguei, é porque ainda não é a hora.
A vida pulsa lá fora e está lá o que eu quero saber.
Deixem meu pés me levarem adiante,
por calçadas, estradas e camas de amantes que não saberão me entender.
Porque eu quero a vida como quem tem desejo do mundo,
eu quero ir muito mais fundo,
não posso mais me prender.
Proverbial
Frase de um amigo que, por razões óbvias, não será identificado neste post.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Dissecando o Bom Canalha - V
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Camicase
Não acredito mais em nada não
Nem tente me desapontar
Vai gastar sua munição
É chutar cachorro morto
Guarde sua artilharia para outra ocasião
Meu corpo perfurado no tiroteio da vida
Passa incólume no meio do canhoneio
Não me assusto com as explosões
E sorrio para as minas estourando aos meus pés
Trago meu coração em minhas mãos
E vejo quando ele bate mais fraco.
Então, prendo a respiração e penso comigo:
Não te assustes, é só mais um tiro.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Nos dias de solidão
terça-feira, 13 de julho de 2010
Não me interesso pelas leis da física
Não me interesso pelas leis da física.
Ainda que aprecie a luz e o som,
não quero desfazer com cálculos e teorias esses mistérios que
me acompanham desde a infância.
Amigos discretos, sempre de braços abertos
para o meu deleite e para a minha
distração.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Saramago se foi

José Saramago morreu na manhã de ontem, aos 87 anos. A primeira obra dele que li foi o Evangelho segundo Jesus Cristo. Fiquei chapado. Depois foi o Ensaio da Cegueira. Outra porrada na moleira - a rima não é intencional. Coincidentemente, estou encerrando a leitura de A Caverna nessa madrugada. Menos densa do que as duas citadas anteriormente, mesmo assim consegue transmitir uma boa dose da inquietação do autor.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Para que tudo isso?
Às vezes – ultimamente, quase sempre – fico me perguntando qual o sentido das coisas que faço. Respirar e comer, por exemplo, acho que podem ser satisfatoriamente explicados pela biologia ou algo que o valha. Mas não é a essas coisas que me re-firo. O que incomoda é não encontrar resposta igualmente lógica e racional para os sentimentos, desejos e atitudes – e isso me assusta. O que na verdade me move? Não sei e ninguém me responde.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
13 de maio
Na escola, a gente aprende a admirar todos aqueles heróis e datas nacionais. O dia da abolição da escravatura, por causa da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel, é um desses acontecimentos, pontuado com destaque nos livros de história.
Então, o sujeito cresce e começa a se dar conta de que, apesar de ter libertado os escravos, a iniciativa não conseguiu inserir os negros na sociedade produtiva. Percebe também que o preconceito no Brasil não é pouco, fica com raiva e chega à conclusão que talvez a tal Lei Áurea não tenha sido tão boa assim. Andando pelo mundo, sente que a coisa realmente segue complicada: leva “atraque” da polícia de graça, é seguido por seguranças dentro do supermercado... Enfim, a liberdade é vigiada.
Ainda impactado com a porrada dessa descoberta, caminha mais um pouco e ouve falar de Palmares e Zumbi. Pensa em virar quilombola, em incendiar canaviais e enfrentar os capitães do mato modernos. A luta é dura e é todo dia. Então, durante a trégua, numa mesa de bar, escuta um amigo dizer que Zumbi e o 20 de novembro são importantes sim, mas que o 13 de maio é uma data a ser valorizada porque nela ocorreu o fim da escravidão, uma luta que vinha sendo travada por diversos grupos de negros, brancos e mestiços, durante o século XIX. Uma nova pancada na moleira, daquelas que faz desmaiar. Quando recobra os sentidos, tem que dar o braço a torcer: a Princesa Isabel e a Lei Áurea também são importantes.