segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Dissecando o Bom Canalha - V
Haja cerveja ou qualquer outro tipo de cana para lavar a alma de um pecador...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Camicase
Não acredito mais em nada não
Nem tente me desapontar
Vai gastar sua munição
É chutar cachorro morto
Guarde sua artilharia para outra ocasião
Meu corpo perfurado no tiroteio da vida
Passa incólume no meio do canhoneio
Não me assusto com as explosões
E sorrio para as minas estourando aos meus pés
Trago meu coração em minhas mãos
E vejo quando ele bate mais fraco.
Então, prendo a respiração e penso comigo:
Não te assustes, é só mais um tiro.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Nos dias de solidão
Nos dias de solidão,
abro a janela e deixo a chuva entrar.
Trazida pelo vento,
ela chega e molha o sofá da sala,
deixa as gotas escritas no chão.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Não me interesso pelas leis da física
Não me interesso pelas leis da física.
Ainda que aprecie a luz e o som,
não quero desfazer com cálculos e teorias esses mistérios que
me acompanham desde a infância.
Amigos discretos, sempre de braços abertos
para o meu deleite e para a minha
distração.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Saramago se foi

José Saramago morreu na manhã de ontem, aos 87 anos. A primeira obra dele que li foi o Evangelho segundo Jesus Cristo. Fiquei chapado. Depois foi o Ensaio da Cegueira. Outra porrada na moleira - a rima não é intencional. Coincidentemente, estou encerrando a leitura de A Caverna nessa madrugada. Menos densa do que as duas citadas anteriormente, mesmo assim consegue transmitir uma boa dose da inquietação do autor.
Mas, para mim, o mais importante do Saramago foi a coerência entre a obra e a vida. Escritores, ou melhor, pessoas como ele fazem falta.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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