domingo, 13 de julho de 2008
Dissecando o Bom Canalha - I
O Bom Canalha se solidariza com todos os excluídos da sociedade. O Bom Canalha é a minoria de um só homem só.
terça-feira, 27 de maio de 2008
Afinal, algo pra dizer
Enfim, depois de muito tempo sem pensar em nada que merecesse ser dito, essas palavras brotaram. Agora, só falta batizar. Parece mágica, talvez seja... Apesar de estar em transição avançada para o ateísmo, quase chego a acreditar que as tais musas existem mesmo...
A minha angústia ao menos antes me valia,
hoje já não serve pra muita coisa.
Sofro de graça, sem um refrão por recompensa.
Não acho justa essa sina, essa sentença
de sofrer de graça, sem ter razão.
Não que eu não saiba a origem dos meus sentimentos
Mas é que eles não são o fim, são só o meio
pra fazer nascer uma canção.
A minha angústia ao menos antes me valia,
hoje já não serve pra muita coisa.
Sofro de graça, sem um refrão por recompensa.
Não acho justa essa sina, essa sentença
de sofrer de graça, sem ter razão.
Não que eu não saiba a origem dos meus sentimentos
Mas é que eles não são o fim, são só o meio
pra fazer nascer uma canção.
Lajeado, 27/05/08, 10h29min
quarta-feira, 12 de março de 2008
A Morte e eu
Depois de um longo período de silêncio, enfim consegui fazer um novo post. Mas meu jejum - forçado - continua. Não consigo escrever faz um bom tempo. Por enquanto, vou expondo um pequeno retalho que fez aniversário há poucos dias.
A Morte não me quis
Talvez porque eu fosse enlouquecê-la
Ou talvez porque eu fosse amá-la
Fugiu de mim na madrugada derradeira
Me abandonou na hora em que eu mais precisava de companhia.
Então, fiquemos assim.
Para sempre, relações rompidas.
Mas não venhas, Morte, no final da vida,
Querer voltar pra mim.
03/03/07
A Morte não me quis
Talvez porque eu fosse enlouquecê-la
Ou talvez porque eu fosse amá-la
Fugiu de mim na madrugada derradeira
Me abandonou na hora em que eu mais precisava de companhia.
Então, fiquemos assim.
Para sempre, relações rompidas.
Mas não venhas, Morte, no final da vida,
Querer voltar pra mim.
03/03/07
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Alucinações de final de ano – I
Depois de alguns dias ausente, eis aqui o fruto de horas de viagem solitária, em que fico matutando um monte de coisas sem sentido. Bom proveito...
O sujeito atrapalhado e tímido adentra o palco do auditório convocado pelo apresentador. A platéia aplaude entusiasmada.
- Oi, meu filho! Como você se chama?
- Meu nome é caboclinho comum, assim mesmo, com minúsculas, falou.
- E o que você vai apresentar para nós nessa noite?
Tentando vencer a vergonha, o rapazinho diz cabisbaixo.
- Na verdade, sou um colecionador de fracassos. Vim mostrar para vocês meu acervo particular de desilusões. Sempre quebro a cara em tudo que faço mas, mesmo assim, eu nunca desisto, emendou.
- Então quer dizer que você é uma pessoa bastante persistente?, perguntou o apresentador.
- Não, acho que não. Na real, eu sou é um pouco masoquista, respondeu com sinceridade o caboclinho.
Gargalhadas, aplausos e gritos ensandecidos na platéia.
Sentindo que está prestes a ganhar a noite, o apresentador não titubeia e questiona:
- E o que nosso programa pode fazer por você, meu caro?
O caboclinho, com os olhos fincados no chão, silencia como quem ordena os argumentos de uma resposta rebuscada.
- Olha, na boa, eu queria mesmo é parar de me desapontar com tudo. Já não acredito em política, religião ou amores. Mas um restinho de esperança insiste em me manter amarrado à idéia de que um dia as coisas vão melhorar. Já tentei me enquadrar no sistema, mas no fundo eu tenho a certeza de que grana e poder não vão responder as minhas dúvidas e inquietações.
Silêncio no estúdio. Com a mão esquerda no queixo, o apresentador analisa de cima a baixo o pobre infeliz.
- É, meu jovem... O seu caso está difícil, disse com voz reticente. Mas fale mais um pouco sobre o que você precisa para ser feliz.
O caboclinho movimenta inquietantemente as mãos nos bolsos como se aquilo o ajudasse a gestar sua resposta.
- Acho que a única solução para mim é a alienação total e absoluta, livre de qualquer questionamento que possa me gerar esse desconforto que é tentar entender o mundo.
De repente, o som de uma sirene estronda dentro do auditório e pequenos pedaços de papel prateado colorido começam a cair do teto. O apresentador grita, entusiasmado:
- Muito bem, meu rapaz!!!! Você é um sujeito de sorte! Nossa produção conseguiu atender o seu pedido.
Nesse instante, a cortina no fundo do palco se abre e dali surgem quatro enfermeiros gigantes que avançam sobre o caboclo e o imobilizam. Um deles aplica uma superdose de tranqüilizante em um dos braços do indefeso fracassado. Emocionado e já sentindo o efeito da droga, ele tenta balbuciar um muito obrigado. A histeria que toma conta do auditório não permite que ninguém ouça seu agradecimento ou veja sua carcaça de caboclinho comum ser retirada do palco, direto para o sanatório da cidade.
O sujeito atrapalhado e tímido adentra o palco do auditório convocado pelo apresentador. A platéia aplaude entusiasmada.
- Oi, meu filho! Como você se chama?
- Meu nome é caboclinho comum, assim mesmo, com minúsculas, falou.
- E o que você vai apresentar para nós nessa noite?
Tentando vencer a vergonha, o rapazinho diz cabisbaixo.
- Na verdade, sou um colecionador de fracassos. Vim mostrar para vocês meu acervo particular de desilusões. Sempre quebro a cara em tudo que faço mas, mesmo assim, eu nunca desisto, emendou.
- Então quer dizer que você é uma pessoa bastante persistente?, perguntou o apresentador.
- Não, acho que não. Na real, eu sou é um pouco masoquista, respondeu com sinceridade o caboclinho.
Gargalhadas, aplausos e gritos ensandecidos na platéia.
Sentindo que está prestes a ganhar a noite, o apresentador não titubeia e questiona:
- E o que nosso programa pode fazer por você, meu caro?
O caboclinho, com os olhos fincados no chão, silencia como quem ordena os argumentos de uma resposta rebuscada.
- Olha, na boa, eu queria mesmo é parar de me desapontar com tudo. Já não acredito em política, religião ou amores. Mas um restinho de esperança insiste em me manter amarrado à idéia de que um dia as coisas vão melhorar. Já tentei me enquadrar no sistema, mas no fundo eu tenho a certeza de que grana e poder não vão responder as minhas dúvidas e inquietações.
Silêncio no estúdio. Com a mão esquerda no queixo, o apresentador analisa de cima a baixo o pobre infeliz.
- É, meu jovem... O seu caso está difícil, disse com voz reticente. Mas fale mais um pouco sobre o que você precisa para ser feliz.
O caboclinho movimenta inquietantemente as mãos nos bolsos como se aquilo o ajudasse a gestar sua resposta.
- Acho que a única solução para mim é a alienação total e absoluta, livre de qualquer questionamento que possa me gerar esse desconforto que é tentar entender o mundo.
De repente, o som de uma sirene estronda dentro do auditório e pequenos pedaços de papel prateado colorido começam a cair do teto. O apresentador grita, entusiasmado:
- Muito bem, meu rapaz!!!! Você é um sujeito de sorte! Nossa produção conseguiu atender o seu pedido.
Nesse instante, a cortina no fundo do palco se abre e dali surgem quatro enfermeiros gigantes que avançam sobre o caboclo e o imobilizam. Um deles aplica uma superdose de tranqüilizante em um dos braços do indefeso fracassado. Emocionado e já sentindo o efeito da droga, ele tenta balbuciar um muito obrigado. A histeria que toma conta do auditório não permite que ninguém ouça seu agradecimento ou veja sua carcaça de caboclinho comum ser retirada do palco, direto para o sanatório da cidade.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Pensamentos noturnos...
Eu choro fogo e queimo a cara
Minhas lágrimas iluminam as ruas nas noites sem estrelas
Uma trilha incandescente vai se formando pelas calçadas onde passo
todos pensam que vou incendiar a cidade.
Minhas lágrimas iluminam as ruas nas noites sem estrelas
Uma trilha incandescente vai se formando pelas calçadas onde passo
todos pensam que vou incendiar a cidade.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Por favor, me ame logo
Por favor, me ame logo
Pois eu sinto que estou morrendo
Aproveite enquanto o meu corpo ainda é forte
Porque amanhã já pode ser tarde
O mundo tem tantos perigos
E eu nunca tive lá muita sorte
Então me ame logo
Antes que eu pereça, que eu enlouqueça
Ou perca os sentidos.
Me ame logo, porque eu preciso de companhia e de complacência
Guarde pra mim os carinhos mais ternos
O calor da tua cama e o doce do teu hálito
Me ame logo, sem reverências
Antes que o mundo acabe, antes que amanheça
Aproveite a penumbra da noite
Para enrolar nossas malícias e rumores
Em um único novelo
Me ame logo e logo me esqueça
Me sepulte no fundo de uma gaveta
Com fotos antigas de velhos namorados
Aplaque a fúria imediata do desconhecido que, apenas te viu passar na rua,
Reconheceu um amor urgente que ainda está pra se cumprir
Como os sonhos e presságios
Me ame logo, como a um estranho,
Que anseias em ver partir.
10/04/07
Pois eu sinto que estou morrendo
Aproveite enquanto o meu corpo ainda é forte
Porque amanhã já pode ser tarde
O mundo tem tantos perigos
E eu nunca tive lá muita sorte
Então me ame logo
Antes que eu pereça, que eu enlouqueça
Ou perca os sentidos.
Me ame logo, porque eu preciso de companhia e de complacência
Guarde pra mim os carinhos mais ternos
O calor da tua cama e o doce do teu hálito
Me ame logo, sem reverências
Antes que o mundo acabe, antes que amanheça
Aproveite a penumbra da noite
Para enrolar nossas malícias e rumores
Em um único novelo
Me ame logo e logo me esqueça
Me sepulte no fundo de uma gaveta
Com fotos antigas de velhos namorados
Aplaque a fúria imediata do desconhecido que, apenas te viu passar na rua,
Reconheceu um amor urgente que ainda está pra se cumprir
Como os sonhos e presságios
Me ame logo, como a um estranho,
Que anseias em ver partir.
10/04/07
natal e afins
Fim de ano chegando, bela deixa para um princípio de depressão. Encontre os amigos e a família, beba tudo que puder e talvez assim consiga mante-la longe da sua cabeça. Ao menos a gente tem que tentar se defender. Essas serão minhas trincheiras. Procure as suas.
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