quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Encontro
Ela entrou no bar e todo o ambiente se acendeu. Um calor tomou conta da sala. Um calor diferente, que envolve, mas não sufoca. Deixou um rastro de luz irresistível, que inundou meus olhos. De repente, foi como se nada mais importasse, nem as pessoas ou ruídos. Eu só via aquela figura serena e escutava o som da sua voz. O encontro teve a eternidade de um instante e se desfez subitamente. Ainda não sei se tudo não passou de um sonho ou se realmente avistei uma estrela.
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Caminho
Os meus tênis sujos de cerveja e mijo de mil madrugadas
já sabem sozinhos os caminhos de casa.
Então, não se preocupe se eu demorar para aparecer.
Se eu ainda não cheguei, é porque ainda não é a hora.
A vida pulsa lá fora e está lá o que eu quero saber.
Deixem meu pés me levarem adiante,
por calçadas, estradas e camas de amantes que não saberão me entender.
Porque eu quero a vida como quem tem desejo do mundo,
eu quero ir muito mais fundo,
não posso mais me prender.
já sabem sozinhos os caminhos de casa.
Então, não se preocupe se eu demorar para aparecer.
Se eu ainda não cheguei, é porque ainda não é a hora.
A vida pulsa lá fora e está lá o que eu quero saber.
Deixem meu pés me levarem adiante,
por calçadas, estradas e camas de amantes que não saberão me entender.
Porque eu quero a vida como quem tem desejo do mundo,
eu quero ir muito mais fundo,
não posso mais me prender.
Proverbial
"Quanto mais eu amo fora, melhor eu amo em casa."
Frase de um amigo que, por razões óbvias, não será identificado neste post.
Frase de um amigo que, por razões óbvias, não será identificado neste post.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Dissecando o Bom Canalha - V
Haja cerveja ou qualquer outro tipo de cana para lavar a alma de um pecador...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Camicase
Não acredito mais em nada não
Nem tente me desapontar
Vai gastar sua munição
É chutar cachorro morto
Guarde sua artilharia para outra ocasião
Meu corpo perfurado no tiroteio da vida
Passa incólume no meio do canhoneio
Não me assusto com as explosões
E sorrio para as minas estourando aos meus pés
Trago meu coração em minhas mãos
E vejo quando ele bate mais fraco.
Então, prendo a respiração e penso comigo:
Não te assustes, é só mais um tiro.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Nos dias de solidão
Nos dias de solidão,
abro a janela e deixo a chuva entrar.
Trazida pelo vento,
ela chega e molha o sofá da sala,
deixa as gotas escritas no chão.
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