Rimas óbvias para a saudade
não resolvem o meu problema:
saudade tem que rimar é com encontro!!!!!
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Ainda sem título
Descobrir o óbvio por baixo da terra
Por trás das janelas, portas e cortinas.
Apontar o dedo para a lua e ver o quanto ela é linda.
Trancar o grito de dor, amor ou protesto -
Não na boca, nem no peito.
Pregá-lo à folha, pela ponta da caneta.
Estendê-lo enquanto a página puder lhe dar sustento,
Até onde conseguir levá-lo a voz, a palavra e o pensamento.
20/10/09
Por trás das janelas, portas e cortinas.
Apontar o dedo para a lua e ver o quanto ela é linda.
Trancar o grito de dor, amor ou protesto -
Não na boca, nem no peito.
Pregá-lo à folha, pela ponta da caneta.
Estendê-lo enquanto a página puder lhe dar sustento,
Até onde conseguir levá-lo a voz, a palavra e o pensamento.
20/10/09
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Até quando?
Às vezes, quando eu fico em silêncio
ouço o meu coração batendo
todo o meu corpo pulsando
e me pergunto: até quando?
No peito, eu ouço um tambor
Nas veias, eu sinto um galope
que seria capaz de rasgar minha carne
É a vida que me impele, sempre em frente,
até a morte.
ouço o meu coração batendo
todo o meu corpo pulsando
e me pergunto: até quando?
No peito, eu ouço um tambor
Nas veias, eu sinto um galope
que seria capaz de rasgar minha carne
É a vida que me impele, sempre em frente,
até a morte.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
Devaneios de domingo
Às vezes eu acho que o amor não existe
e eu sou só mais um cara triste
que precisa de uns remédios pra tomar
e conseguir tocar a vida
ir lambendo as feridas,
fazendo-as sarar.
Ignorar os próprios pensamentos e
renegar sentimentos,
matá-los na fonte,
deixá-los secar.
Como faço com as garrafas, que seco com destreza,
destruindo toda a beleza que nem chegou a brotar.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Sarney: cara dura é pouco

Como se o copo da nossa paciência ainda não tivesse transbordado, o senador José Sarney tenta explicar o que não tem explicação. Tudo bem: o nobre parlamentar não é o inventor da corrupção. Mas, com toda a certeza, é um dos mais cotados a ser escolhido como seu maior símbolo no Brasil dos últimos tempos. Sarney é da cada vez mais comum estirpe que não faz distinção entre o público e o privado. Aos 79 anos de idade e mais de cinco décadas de vida política, o ex-presidente é a personificação do que pode haver de pior em um agente público. Ao longo dos anos, tem usado o status e o poder que os diversos cargos que ocupou lhe conferiram para ampliar cada vez mais o império político de sua família – um negócio que tem explorado muito bem. Tá certo que ele não é o único: Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e Michel Temer, para não alongar muito a lista, também são pródigos em histórias mal contadas ou além da imaginação. Entretanto – e ainda bem, nenhum deles ocupou a presidência da República. Mas o que mais podemos esperar, quando até o Lula dá atestado de bons antecedentes ao Sarney?
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